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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Lauren, Lauren

E essa última da jovem que planejou o assalto da própria mãe?
Nem sei se tenho muito a dizer do assunto, mas minha cabeça roda e meu maxilar fica bambo diante de bizarrices sociais como essa. Cara, na boa: o que leva uma menina com mãe sendo professora universitária, pai procurador, se envolver com um integrante de quadrilha e planejar o assalto da própria mãe?
"Ela não sabia que ele fazia parte de uma quadrilha quando começou a namorar, e quando soube pegou-se apaixonada e sem saída? Ele a envolveu nessa história e, coitada da pobre garota de classe média..." Mentira, nada disso, nada disso. Se envolveu porque quis, planejou porque quis, ferrou a mãe porque quis e sumiu do mapa porque tá de férias da mãe que "só enche o saco" como ela disse ao namorado.
Acho que nem se eu me especializasse em antropologia, sociologia, psicologia social, nem se eu estudasse comportamento humanho ferrenhamente conseguiria compreender o tesão pela maldade e a força de atração por burrice dessa galera do mal. É to much para minha cabecinha.
Tô bem é puta da vida com mais uma história envolvendo adolescentes rebeldes sem causa. Vai trabalhar cocota. A mãe enche o saco? Vai viver um dia numa casa transitória pra sentir na pele o que é não ter mãe, não ter família. Quer chamar a atenção? Monta uma ONG. Quer ser malandrinha? Vai trabalhar com o Sérgio Malandro. Tem problema de autoestima? Vai se tratar, você vai de deparar com váriaaaaaas que tem.
Como eu queria pegar uma parte dessa galera, aproveitava que ela já mora no Rio de Janeiro - mercado superaquecido de crime e tráfico - e dar uma voltinha pelas favelas maravilhosas e mostrar o que é tomar no cú todos os dias, viver no matar ou morrer 24h, ver criança remelenta passando fome, mãe com 12 filhos barrigudos de verme, viúvas de 20 anos de idade...apontar a realidade na cara de cada um desses rebeldezinhos, que não estão na mesma vibe dos pais. Apontar a realidade pra não dar um tapa na cara de gente como essa maluca.

Sexo oral com camisinha?

Sim, essa foi a pergunta de FLÁVIA ALESSANDRA, atriz global.
Ela estava no Altas Horas neste último sábado e, eu, enferma, assisti ao programa na madrugada de "vida inteligente" da Globo.
A psicóloga, especialista em sexo, Laura Muller, estava lá - como em todos os sábados - e alguém do auditório perguntou sobre transmissão de DSTs: qual "tipo" de sexo deixava o parceiro mais exposto etc. Enquanto Laura explicava, comentou o sexo oral com camisinha, coisa que qualquer pré-adolescente com vida sexual ativa sabe - só não faz. Ela mal terminou de falar "no sexo oral tem de usar camisinh...". "O QUÊ? COMO ASSIM? PELO AMOR DE DEUS, TEM DE USAR CAMISINHA PRA FAZER SEXO ORAL? QUE HORROR!!!" Essa última foi da formadora de opinião, atriz, modelo e cantora Flávia Alessandra. É, isso aí, uma informação básica dessa e ela não sabia. Ou quis fazer piada diante de um assunto já tão levado no sarro por centenas de jovens que a cada dia se arriscam mais e mais dentro de suas relações sexuais (e aí você vê adolescentes com HPV, inclusive na garganta, entre outras, sem falar do HIV). Se foi piada Flávia, que infelicidade. Se foi ignorância, ainda bem que a psicóloga te explicou que em contato com a boca também corre-se o risco de pegar DSTs durante o sexo oral - não só quando se tem cáries, conforme você disse.
Camisinha não é caretice. É equipamento de segurança para um prazer seguro. É como pular de bungee jump com a corda elástica frouxa. Uma escapadinha, pode ser fatal.